quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Resenha: O Diário de Anne Frank


Sinopse 

Anne era uma rapariguinha de uma família judaica de Francfort que se refugiou na Holanda para escapar às perseguições nazis. Invadido este país, a família esconde-se com outras pessoas num "anexo" de uma casa, onde, protegida por gente corajosa e dedicada, consegue viver largo tempo sempre no terror de ser descoberta. Acabou por sê-lo. E o diário de Anne foi encontrado por acaso num monte de papéis velhos. Anne veio a morrer no campo de concentração de Bergen-Belsen. Mas o diário que essa rapariguita escreveu é, na sua perspicácia e na sua desenvoltura adolescente, um documento, um autêntico documento humano - e, só pelo facto de existir, um protesto contra as injustiças do mundo em que vivemos.

Quando comecei a ler o O Diário de Anne Frank já sabia qual era o final, mas nunca pensei que me custasse tanto a acabar o livro.

Senti-me o confidente de Anne, um amigo dela. Torci por ela, pela família dela e por todos os judeus que sofreram com os Nazis.

É impressionante como Anne em dois anos, fechada num Anexo Secreto, cresce e muda tanto (para melhor). Anne é uma rapariga que vai para o anexo com 13 anos, e já vai com personalidade forte, apesar de, naturalmente, ser ainda uma criança. E passado dois anos, com 15 anos, torna-se uma mulher forte, com personalidade ainda mais forte e um exemplo para toda gente.

No livro, vemos a família com altos e baixos. Havia alturas que estão com muita esperança e confiantes, e havia outras alturas que estão sem esperança, cansados e prontos a desistir.

Mesmo sendo o diário de Anne, nós também ganhamos muito carinho a Mr. e Mrs. Frank, a Margot, a Mr. e Mrs. Van Daan, a Peter e até a Mr. Dusser. Todos diferentes, todos com os seus defeitos, mas todos fortes e no fundo boas pessoas.

Ao longo dos dois anos, Anne e o resto dos membros do Anexo Secreto tiveram ajuda de Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl, que levavam comida, roupa, livros entre outras coisas para eles.

O livro-diário ajudou-me a ver coisas de maneira diferente, ajudou-me a olhar para a vida e para as pessoas de uma maneira diferente. Não consigo criticar o diário, é impossível fazer isso. O diário é um exemplo de como os seres humanos podem ser super fortes, apesar de tudo o resto estar muito mau.

Quando acabamos de ler o livro e o fechamos, é inevitável não chorar. É triste ler como aquele grupo de pessoas, uma família, morre.

Prefiro não contar o que Anne escreveu no diário, porque não quero "estragar" a história a quem não leu e pretende ler o livro.

Nota: 


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