Sinopse
Anne era uma rapariguinha de uma família judaica de Francfort que se refugiou na Holanda para escapar às perseguições nazis. Invadido este país, a família esconde-se com outras pessoas num "anexo" de uma casa, onde, protegida por gente corajosa e dedicada, consegue viver largo tempo sempre no terror de ser descoberta. Acabou por sê-lo. E o diário de Anne foi encontrado por acaso num monte de papéis velhos. Anne veio a morrer no campo de concentração de Bergen-Belsen. Mas o diário que essa rapariguita escreveu é, na sua perspicácia e na sua desenvoltura adolescente, um documento, um autêntico documento humano - e, só pelo facto de existir, um protesto contra as injustiças do mundo em que vivemos.
Senti-me o confidente de Anne, um amigo dela. Torci por ela, pela família dela e por todos os judeus que sofreram com os Nazis.
É impressionante como Anne em dois anos, fechada num Anexo Secreto, cresce e muda tanto (para melhor). Anne é uma rapariga que vai para o anexo com 13 anos, e já vai com personalidade forte, apesar de, naturalmente, ser ainda uma criança. E passado dois anos, com 15 anos, torna-se uma mulher forte, com personalidade ainda mais forte e um exemplo para toda gente.
No livro, vemos a família com altos e baixos. Havia alturas que estão com muita esperança e confiantes, e havia outras alturas que estão sem esperança, cansados e prontos a desistir.
Mesmo sendo o diário de Anne, nós também ganhamos muito carinho a Mr. e Mrs. Frank, a Margot, a Mr. e Mrs. Van Daan, a Peter e até a Mr. Dusser. Todos diferentes, todos com os seus defeitos, mas todos fortes e no fundo boas pessoas.
Ao longo dos dois anos, Anne e o resto dos membros do Anexo Secreto tiveram ajuda de Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl, que levavam comida, roupa, livros entre outras coisas para eles.
Ao longo dos dois anos, Anne e o resto dos membros do Anexo Secreto tiveram ajuda de Victor Kugler, Johannes Kleiman, Miep Gies e Bep Voskuijl, que levavam comida, roupa, livros entre outras coisas para eles.
O livro-diário ajudou-me a ver coisas de maneira diferente, ajudou-me a olhar para a vida e para as pessoas de uma maneira diferente. Não consigo criticar o diário, é impossível fazer isso. O diário é um exemplo de como os seres humanos podem ser super fortes, apesar de tudo o resto estar muito mau.
Quando acabamos de ler o livro e o fechamos, é inevitável não chorar. É triste ler como aquele grupo de pessoas, uma família, morre.
Prefiro não contar o que Anne escreveu no diário, porque não quero "estragar" a história a quem não leu e pretende ler o livro.
Nota: ★★★★


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